As Origens do Caos Aereo Brasileiro

O dia 17 de julho será lembrando, infelizmente, como a data do pior desastre aéreo em território Brasileiro. Todos os meios de comunicação enviam maciçamente informações, fotos e, sobretudo, opiniões de especialistas sobre o assunto. Não há como não se envolver — principalmente no Rio Grande do Sul, o estado de origem da maioria dos passageiros.

As opiniões se dividem: terá sido erro do piloto (que não está aqui para se defender), a pista estava com problemas ou terá sido um acidente inevitável?

Independente da resposta, a explicação do inegável Caos Aéreo Brasileiro não está em uma Caixa-Preta, ou em Tapes de Conversa de pilotos com a torre, não foi culpa dos Controladores de Vôo muito menos do Clima. Engana-se quem acha que tudo começou com o acidente da Gol.

A resposta vem em uma apresentação do presidente da Andep (Associação Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo) Cláudio Candiota Filho, na CPI do Apagão Aéreo. Especialista no ramo que, humildemente, cedeu uma cópia para que todos possam ver o inegável desmantelamento do setor aéreo e a fome de cargos corrupta que aniquilou o sistema de aviação civil brasileiro.

Link direto para a apresentação: aqui.

Minhas condolências a todos que perderam um ente querido ou sofreram com este terrível acidente.

Frente quer proibir aborto em caso de estupro

Sinto muito mas… isso me deixa indignado.

Criada em abril passado, a Frente Parlamentar Contra a Legalização do Aborto – Pelo Direito à Vida tornou-se um dos grupos mais atuantes do Congresso Nacional. Os 199 parlamentares, entre deputados e senadores – o que representa 33,5% das duas Casas – têm agitado os corredores da Câmara e prepara uma nova ofensiva: a distribuição de uma cartilha intitulada “Por que Somos Contra o Aborto”, com 30 mil exemplares. A versão preliminar da cartilha, editada pelo presidente da frente, deputado Leandro Sampaio (PPS-RJ), não só combate a legalização do aborto como critica a autorização para a interrupção da gravidez nos casos de estupro, como prevê a lei atual. O aborto em caso de risco para a mãe, outra hipótese permitida pelo Código Penal, é questionado na cartilha, com o argumento de que os avanços da medicina permitem salvar vidas mesmo em casos de extrema gravidade. O debate em torno do aborto ganhou força desde que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, considerou a prática um problema de saúde pública e lançou a proposta de que a sociedade discuta uma nova legislação sobre o tema. Hoje, tramitam na Câmara 19 projetos sobre aborto.

Sinceramente… que p$#@$ de país é esse? Não basta termos um investimento ridículo em educação e cultura, deixar os investimentos em ciências à beira do ridículo, termos um dos piores sistemas de saúde do mundo, leis que não funcionam, etc, e ainda temos q ver mais um retrocesso?

Sério… todo o brasileiro que chega a idade adulta é um milagre, ja dizia o Pasquim — graças à políticos como estes. O que virá depois: Criacionismo nas escolas?

Obrigado, Brasil.