O Carlo “zED” Caputo ja tinha comentado sobre o uso de Algoritimo Genético para melhorar a qualidade dos vídeos aqui na globo.com, trabalho que rende bons frutos ao procurar profiles que combinem tamanho, qualidade e tempo de encoding. Ao trabalhar com profiles H.264 descobrimos uma coisa interessante: nem todos os profiles tocavam no iPhone. Não havia nenhuma regra aparente para gerar um profile “universal”, então algum tipo de teste mais “hard” deveria ser feito.
Manualmente, vc arrastava o video através do iTunes e o mesmo era aceito ou rejeitado pelo aparelho, tarefa que, se feita manualmente, é muito chata. Como automatizar isso?
Lembrei que muitos programas no mundo windows possuem uma interface COM que pode ser invocada por um vbscript ou mesmo C#. Isso me foi util uma vez quando praticamente reinventei um Selenium para integrar com uma ferramenta de testes muito ‘exotica’, dica retirada do livro .NET Test Automation Recipes: A Problem-Solution Approach. Nosso amigo google ajudou a localizar uma prova de conceito ao fazer a pesquisa “itunes vbscript”:
iCame, iPod, iScripted: Scripting iTunes
Era o que eu precisava. Talvez vcs estejam curiosos sobre vbscript ao inves de Jscript: é mais comum usar vbscript para esse fim pelo mundo afora, uma vez que COM é confundido com .com das urls pela busca do google.
Set objApp = CreateObject("iTunes.Application")
Wscript.Echo "Version: " & objApp.Version
Como podem ver, é muito simples. Existe um SDK desenvolvido pela Apple para trabalhar com o iTunes que é muito bem documentado e me ajudou muito. Bastava agora saber como adicionar os videos e capturar quando ocorre uma rejeição ou não.
Detalhes a parte, quando enfrentamos esse tipo de desafio precisamos pensar em termos de manutenção de codigo: como criar um script que tenha vida loga? Decidi usar as tecnologias mais comuns e ser o mais claro possivel (por isso vbscript, que não é tão tosco assim).
A integração com o Algoritmo Genetico foi feita usando um serviço assíncrono cuja integração era feita atraves do filesystem: bastava copiar um arquivo para um diretorio que um .bat do windows tomava conta do recado, disparando o vbscript. Foram necessarios algumas tentativas até chegar a uma estabilidade aceitável, pois acontecem coisas bem interessantes quando vc acessa uma aplicação via COM, principalmente quando um dispositivo esta ligado à USB e vc faz muitas vezes a mesma coisa. Como os serviços eram assincronos eu conseguia paralelizar parte das tarefas e, se precisasse escalar e testar em 2 ou mais aparelhos seria só desenvolver um sistema de lock apropriado (para 2 scripts não tentarem mover o mesmo arquivo).
Tirando o fato que eu tive q fazer coisas não-canônicas como usar o ping para localhost para simular um sleep (ok, considere isso como uma resposta ao select undef, undef, undef, 0.5;), foi divertido.
Esta estratégia pode ser usada em muitas coisas do mundo Windows, existem muitos exemplos pelo google afora e, se vc deseja algo mais profissional, basta usar o Visual Studio e programar em uma linguagem decente que compila e possui frameworks de teste unitários.